27 de junho de 2010

Fogo


Juntou toda a sua raiva sem medo de errar. Sabia que não iria errar só não sabia se conseguiria fugir das consequências.
Não levou nada, talvez esse fosse seu maior erro. Mas sabia o que ninguém suspeitaria: fogo.
Ria, ria em alto e bom tom. Ninguém nunca iria ler sua mente e tinha ótima memória. As histórias são contadas, porém, e há narradores. Isso ela não sabia, se soubesse também não se importaria. Seriam apenas estórias e mais nada.
Fez-se como deveria, simplesmente após mais uma noite de sexo por parte dela. Mais uma noite de desilusão esperando sua resposta. O fogo queimaria tudo dias depois e então ela sumiria. Dita como morta foi em seu próprio velório e observou de perto a expressão de desespero de quem ela menos esperava.

1 opiniões:

alana no país das maravilhas disse...

own.. Adorei os seus poemas também.
Seguidora do Raul, que lindo!
parabéns..=*